A Samsung não trouxe de volta o sensor de infravermelho que removeu em 2016 e usou pela última vez com o Galaxy S6 em 2015, declarando-o “histórico”. No entanto, a Xiaomi continua a usar esse hardware com orgulho, mesmo em seu carro-chefe de 2026, o Xiaomi 17 Ultra.
Então, por que dois gigantes avaliam a mesma tecnologia de forma tão diferente?
A Samsung removeu por causa da estética e da força
Houve dois motivos principais pelos quais a Samsung abandonou essa tecnologia após o S6:
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Obsessão por design: Eles queriam usar cada milímetro interno para tornar os telefones mais finos e a bateria maior. O sensor de infravermelho foi considerado “sacrificável”.
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Imposição do ecossistema: O principal motivo foi comercial. A Samsung não queria que os usuários gerenciassem seus dispositivos antigos; ela queria que eles comprassem novos produtos inteligentes da Samsung habilitados para Wi-Fi (TVs, condicionadores de ar). Eles adotaram a lógica de “Não gerencie sua TV antiga com seu telefone, compre uma nova”.
A persistência da Xiaomi: “A chave para a vida real”
No entanto, a Xiaomi concentrou-se na “experiência do usuário” em vez de na engenharia. O motivo pelo qual esse sensor está no Xiaomi 17 Ultra é simples.
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Nem tudo é “inteligente”: A Xiaomi sabe que o ar-condicionado do seu hotel, a TV do restaurante ou a casa do seu avô não são “inteligentes”. O infravermelho permite que você controle esses dispositivos antigos com um único botão.
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Custo vs. prestígio: Esse sensor custa menos de US$ 1. Entretanto, a sensação de “controle total” que ele proporciona ao usuário aumenta a fidelidade à marca.
A Samsung requer uma conexão com a Internet, um aplicativo chamado SmartThings e emparelhamento para gerenciar seus dispositivos. A Xiaomi trabalha com uma lógica simples de “apontar e pressionar”. A Samsung pensou que havia se “modernizado” com o S6, mas restringiu o usuário. O Xiaomi 17 Ultra combinou o antigo com o novo, dando liberdade ao usuário. Esse é o segredo da Xiaomi. A tecnologia não deve complicar a vida; ela deve torná-la mais fácil.

Emir Bardakçı